DE OLHO NAS AMPOLAS
Dentre os inúmeros mercados em que ainda pode avançar, o segmento do rótulos autoadesivos parece ter no de ampolas de medicamentos injetáveis um dos mais promissores. Basta lembrar que, segundo diferentes estimativas, são produzidas no Brasil algo em torno de 1,5 bilhões de ampolas por ano, das quais a parcela rotulada é descrita não em quantidades ou em porcentuais, mas por expressão como “mínima” e “insignificante”.
É um quadro um tanto frustrante para os potenciais fornecedores, quando se cruzam dois dados: de um lado, a informação de que o uso daquele sistema de identificação foi liberado há dez anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); de outro, as vantagens, brandidas pelos convertores, que os auto-adesivos teriam sobre as ampolas serigrafadas.
Ocorre que há pelo menos dois empecilhos à implantação generalizada da rotulagem de ampolas: 1) a liberação pela Anvisa abrange um número restrito de categorias de medicamentos, 2) embora ainda assim os volumes finais sejam altamente expressívos, a maioria dos laboratórios resiste a substituir as ampolas serigrafadas, entre outras razões devido ao conforto das tecnologias já em uso.
